sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Pescada

Pescada

Há anos, foi um grande empresário de um dos Teatros de Lisboa um

individuo bastante boçal, mas endinheirado, que conseguiu conquistar uma 
gentil actriz da sua companhia. No rendez-vous, ela estranhando o modo 
brusco como ele a tratava, diz-lhe:

-O meu ultimo amante, tratava-me com muito mais carinho e delicadeza, 
chamava-me rosa-de-toucar, madressilva, cravo de Nice…

Responde-lhe o grande empresário:

-Eu sei! O outro era florista, vendia flores no Chiado, ao passo que eu 
sempre vendi peixe. Certamente não quererás que eu te chame… Pescada do 
coração ou bezugo da minha alma!
                                                                 


                                                                           




























































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